DR.
PHILIPPE PINEL
MÉDICO FRANCÊS
“O PAI DA PSIQUIATRIA MODERNA“
PHILIPPE PINEL nasceu em 20 de abril de 1745 no castelo de Rascas. Este era de propriedade de seus avós e ficava próximo a Saint-André D`Alayrac, em cuja paróquia foi registrado. Pinel pertencia a uma família médica que residia em Sait-Paul-Cap-de Joux. Seus pai, tio e avô foram mestres em cirurgia, assim como seus irmãos Charles e Pierre-Louis. Aos 12 anos ficou órfão da mãe, Elisabeth Dupuy. Seu pai também chamado Philippe Pinel, ao perceber sua avidês pelos estudos, encarregou o abade Gorse de continuar a educação de seu filho que antes era ministrada por sua falecida esposa. Ao concluir de forma brilhante o estudo de Latim, entrou para o Colégio dos Doutrinários de Lavour. A fama de “ pequeno gênio ” fez com que vários burgueses se interessassem em patrocinar seus estudos. Ganhava ótimo salário ao lecionar para dois filhos de um abastado senhor. Assim sendo, tinha tempo e dinheiro para continuar seus estudos. Após quatro anos em Lavour renunciou à vida religiosa , voltando para Toulouse, onde prosseguiu seus estudos. Em 1767, tomavam vulto na França as idéias de Voltaire e de Jean-Jacques Roussseau e Pinel não escapou à influência das idéias revolucionárias de ambos. Decidiu estudar medicina na Faculdade de Toulouse defendendo sua tese e doutorando-se de forma brilhante. Em fins de 1774, foi para Montpellier, onde o aprimoramento nos conhecimentos de medicina tornou-se sua meta. Em 1778, na companhia de um estudante inglês com quem adquirira o perfeito domínio da língua inglesa viajou para Paris. Na Cidade-Luz, fez inúmeras amizades com cientistas e literatos. Em 1792, passou a dirigir a Gazeta de Saúde, na qual publicou o “ Tratado de Higiene “. De 1783 a 1788, dedicou-se ao estudo das afecções de origem mental e interessou-se pelo assunto, após saber do acesso de loucura de um amigo. Retornou ao estudo de obras dos antigos Hipócrates, Celse, Galien, Alexandre de Trailes e Aretée de Cappadoce. Em 1792 casou-se com Jeanne Vincent em Paris. Em 1793 compraram uma casa de campo em Tourfon, onde passavam os fins de semana. Philippe cuidava de flores e de plantas medicinais. Em 11 de setembro deste mesmo ano, foi nomeado médico-chefe do Hospital de Bicêtre, onde deparou com um quadro chocante. Os 200 pensionistas do asilo viviam em condições desumanas, em masmorras sujas, úmidas, dormindo sobre palhas e acorrentados. Com dificuldade, Pinel conseguiu do Governo Revolucionário, “La Terreur”, autorização para remoção dos grilhões aos quais os habitantes daquele lugar terrível estavam aprisionados. Libertou inicialmente doze, sem conseqüências desastrosas. O “tratamento moral” era a base de toda técnica usada e foi um sucesso. Nessa árdua e histórica revolução, contou com a ajuda preciosa do fiel enfermeiro Pussin. A ida para La Salpêtrière, em 13 de maio de 1795, foi uma conseqüência natural diante do êxito do tratamento implantado no Bicêtre. No asilo, existiam cerca de seiscentas mulheres agressivas e em condições desumanas idênticas àquelas do asilo masculino. O Dr. Philippe Pinel praticou as mesmas medidas, ou seja, a instalação de enfermarias, nas quais as doentes recebiam tratamentos clínicos, tais como os doentes de qualquer outra enfermidade. Estas medidas foram seguidas aos poucos pelos demais países do mundo e repercutiram sobremodo. Aos obras de Pinel totalizaram cerca de 80, sendo as principais: Nosographie philosophique que foi traduzida em quase todas línguas na Europa (1798) e o Traité médico-philosophique sur l`aliénation mental ou manie (1801/1809) e reeditado há poucas décadas. A Nosographie teve mais de 6 edições. Philippe Pinel era humanista. Dedicou toda a sua vida à prática de minorar o sofrimento de todos os doentes, e não só aos portadores de distúrbios mentais. Algumas de suas atividades: -
Médico-consultor do Imperador e Rei Napoleão Bonaparte,
da Rainha Maria Antonieta e do Rei Louis XVI; Seu discípulo preferido e seguidor foi o Dr. Jean-Etiénne-Dominique-Esquirol (1772-1840). O Dr.Philippe Pinel faleceu na noite de 21 de outubro de 1826, em Paris, vítima de pneumonia. Deixou dois filhos: Scipion, também médico, e Charles, advogado e bacharel em Ciências Naturais. Este último veio para o Brasil em 1829 e deixou enorme descendência, fruto do casamento com a suíssa Marie-Cathérine Rimes, na cidade de Nova Friburgo.
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